sábado, 14 de fevereiro de 2015

O mistério da noite.

Existem momentos na vida, que nós mesmos não conseguimos não nos questionar acerca de determinadas situações. À medida que vamos crescendo, vamos aprendendo, e somos ensinados a fazer aquilo que queremos para nos tornarmos em pessoas de que nós próprios nos orgulhemos um dia mais tarde. Mas e quando esse dia chega? E se realmente não somos aquilo que nós desejaríamos ser? Se na realidade construímos algo que pensaríamos ser o correto mas não passa de uma ilusão?
A vida, o sentido da vida, a maneira correta de viver, é tão difícil de encontrar. Uns dizem que o objetivo é sermos sempre felizes. Outros dizem que o objetivo é teres uma vida segura e saudável. O que eu digo? Que é impossivel juntar estes dois objetivos. Uma vida feliz é uma vida em que há emoção, há ação, aventura, há excitação, prazer no momento em que algo está a acontecer. Há aquele desejo excessivo de querer mais e mais. É algo que nos faz querer correr riscos, algo que é duvidoso, algo que tu digas "Que se lixe" e segues em frente. É algo que te faz chegar ao fim de um dia com um sorriso nos lábios, e que te faz ansiar por mais.  Uma vida segura e saudável, é algo que não pode exigir muito de ti, algo que não ultrapasse os limites, algo fixo e estável. Algo que pode tornar-se de certo modo "rotina". De que serve termos uma vida assim, se mais tarde, olhamos para tudo aquilo que deixamos para trás, e percebemos que não vivemos nada? E se isso significar que não fizemos o suficiente?
Sabes aquilo que eu acho? Viver, é uma palavra ingrata, estamos num mundo em que quase ninguém vive, as pessoas simplesmente, sobrevivem, e é isso que eu detesto acerca de todos.

O mundo, visto de duas maneiras, que podem ser interpretadas de maneiras diferentes.

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